Novo Mané Garrincha é a primeira arena de futebol do planeta a buscar a certificação máxima da construção verde; saiba como ele planeja conquistar esse título
Quem não se lembra do espetacular palco que a China construiu
para as OlimpíVadas de 2008. Passados três anos, o estádio Ninho de Pássaro, em
Beijing, virou sinônimo de dor de cabeça. Não há eventos suficientes que paguem
pela megaestrutura, e seu design, em tramas, dificulta a remoção da fuligem que
alí se acumula, exigindo duchas de água constantes. De ecológico, o estádio só
tem o nome.
Brasília definitivamente não quer repetir o erro. Forte
candidata a receber a abertura da Copa 2014, a cidade pretende fazer de seu Mané Garrincha a arena de
futebol mais sustentável do mundo. O estádio com capacidade projetada para 70
mil pessoas pleiteia a certificação Leed Platinum, selo máximo da construção
ecologicamente correta fornecido com parcimônia pelo instituto americano U.S. Green
Building Council (GBC).
Para obtê-lo, a obra tem de atingir no mínimo 80 pontos de um
total de 100. São avaliados o consumo de energia, o reaproveitamento de água, o uso de materiais certificados ou reciclados na construção e no mobiliário, a localização do
empreendimento e a baixa produção de resíduos, entre outros itens.
Outros oito estádios brasileiros almejam a certificação básica
do Leed e para isso precisarão cumprir mínimos 50 pontos - o selo é condição para
receber financiamento do BNDES, que possui uma linha de créditos especial para
ecoarenas. Seguir com rigor os padrões tem seu preço: a construção fica até 5%
mais cara.
Especializado em arquitetura esportiva, ele foi um dos
idealizadores, ao lado do economista americano Ian McKee, do Projeto Copa
Verde. "A ideia central é usar este megaevento esportivo para transformar
a cidade, criando um legado sustentável", afirma. "O estádio deve servir
para múltiplos usos, além das partidas de futebol. Queremos que ele seja a
melhor arena para shows da América Latina", diz.
Orçada em 671 milhões de reais, a ecoarena já tem 35% das obras
concluídas. A construção está a cargo do consórcio formado pelas construtoras
Andrade Gutierrez e Via Engenharia. Quando estiver totalmente pronto - segundo
previsões, isso deve acontecer em dezembro de 2012 - o estádio deverá passar
por uma rígida auditoria do GBC, que vai avaliar se ele está realmente apto a
levar o certificado Platinum.
"As chances do estádio conseguir o selo máximo são altas,
mas é necessária precisão na execução das obras", avalia Marcos Casado,
gerente técnico do GBC Brasil, braço nacional do instituto americano. "A
vantagem é que a sustentabilidade é parte integrante da concepção do projeto de
Brasília, o que torna o objetivo mais fácil de ser alcançado". A seguir
você confere, em detalhes, as facetas verdes do estádio Mané Garrincha:
DESIGN INTEGRADO À CIDADE
DESIGN INTEGRADO À CIDADE
Brasília tem uma arquitetura marcante, tombada pelo patrimônio
histórico. Uma das características que mais saltam aos olhos são as colunas
sempre posicionadas à frente dos palácios, como no Supremo Tribunal Federal, no
Palácio do Planalto e no Itamarati. Respeitando esse desenho, o escritório de
arquitetura bolou um estádio com colunas que garantem 30% de shade (sombra),
como se fosse um chapéu.
Longe de mero efeito figurativo, a fachada foi pensada a partir
de uma análise bioclimática da construção. Durante um ano inteiro, 26% do
tempo, um ser humano se sente bem dentro de uma edificação comum de Brasília,
sem precisar recorrer ao ar condicionado ou aquecedores. Noutros 30% de tempo,
é preciso proteção nas janelas (shade), para garantir zona e conforto, sem
gastar com aparelhos.
UMA COPA PARA FAZER A PÉ OU DE BIKE
Com o aeroporto a 15 minutos do estádio, o projeto prevê um
sistema de transporte interligado e eficiente. O plano é ter um BRT com ônibus
ecológicos, de combustível híbrido e um programa público de aluguel de
bicicletas, com a criação de 600km de ciclovias. "Vai ser possível ir
pedalando de bike do aeroporto para o estádio", diz Vicente.
Ou ainda fazer a pé o caminho entre o estádio e o hotel, já que
a rede hoteleira se concentrará num raio máximo de 3km do centro esportivo. No
meio do caminho, há museus, teatros, hospitais e uma rodoviária. A
acessibilidade é outra questão importante para um estádio verde. Além de
elevadores, rampas facilitarão o acesso de pessoas com deficiência ou
cadeirantes a vários níveis da arena.
ILUMINAÇÃO EFICIENTE E RENOVÁVEL
O estádio de Brasília terá uma megaestrutura de painéis solares
capaz de gerar 2,54 MW, o equivalente à demanda energética de 1,4 mil
residências por dia. Na maior parte do tempo, ele será autossuficiente em
energia, e o excedente será repassado para rede ou vendido.
Em dias de jogos, quando houver pico, o estádio terá capacidade
de prover 50% da energia, a outra metade virá da concessionária que recebeu
anteriormente o excedente. Todo o sistema de iluminação da arena será em LED. E
com uma disposição eficiente das luzes no campo é possível reduzir em até 18% o
consumo de energia.
PAISAGISMO LOCAL
O projeto conta com aproximadamente 230 mil metros quadrados de
áreas verdes. A vegetação será de espécimes nativas do cerrado de Brasília para
reduzir a necessidade do consumo excessivo de agua na irrigação e manutenção. O
paisagismo terá piso drenante e refletivo, que não absorve calor.
USO INTELIGENTE DE ÁGUA
USO INTELIGENTE DE ÁGUA
O projeto prevê um sistema de captação de água da chuva, que
será filtrada para abastecer toda a demanda do estádio. Nos banheiros
masculinos, serão usados mictórios que dispensam água. Utilizado em larga
escala nos EUA, o sistema usa um óleo vegetal: no acionar da descarga, o óleo
sobe e a urina desce por gravidade para a rede de coleta de esgoto. Segundo
Vicente, essa tecnologia tem apelo financeiro porque, além da economia de água,
dispensa instalações necessárias para um banheiro com descarga tradicional.
COBERTURA QUE 'CAPTURA' CO2'
Esta é talvez uma das soluções mais high tech do estádio. A
cobertura será feita de uma membrana branca que reflete o calor e tem dióxido
de titânio em sua composição. Este elemento, em contato com a umidade do ar e
as gotas da chuva, se comporta como se fosse um teflon (revestimento de panela)
- nele sujeira não gruda nem se acumula.
Mais, a reação química entre as moléculas de água e o CO2 da
atmosfera na presença do dióxido de titânio gera CO3, nitrogênio. "É como
se essa membrana fizesse uma espécie de fotossíntese, retirando o gás carbônico
da atmosfera", conta Vicente.
Comentários adicionais:
A REVISTA EXAME INFO ABRIL neste mês de agosto 2012 na reportagem de Thiago Tanji publicou alguns aspectos sobre sustentabilidade ( estádio arena mais sustentável ) que considerei muito interessante:
Reciclável - Parte dos 72.634 assentos do Estádio Nacional de Brasilia será feita do plástico reciclado de garrafas PET, como as usadas para refrigerantes;
Iluminação - As lâmpadas serão de LED mais econômicas. Serão instados detectores de presença para apagar as luzes automaticamente;
Estacionamento - Haverá pontos para abastecimentos de carros elétricos. Quem chegar no estádio com esses automóveis ganhará vagas privilegiadas. O estádio contara com 3.348 vagas para bicicletas;
Fotossíntese - A cobertura será revestida com um material que, além de não acumular fuligem, quebra as moléculas poluentes do oxido de nitrogênio ( NOx );
Pavimento - Todo o piso do estádio e de seu entorno será feito de material permeável. A água da chuva será captada por cisternas e levadas par um lago;
Paisagismo - Espécies vegetais nativas do cerrado , como ipê, quaresmeira, sucupira, copaíba, paineira e aroeira serão plantadas ao redor do Estádio Nacional de Brasília. A irrigação das plantas será feita com a ajuda de biovaletas, sistemas que armazenam a água da chuva;
Energia solar - A energia solar do estadio será cleapitada por 9,6 painéis fotovoltaícos instalados na cobertura. Eles vão gerar 3,5 milhões de kWh ao ano, o suficiente para iluminar 2 mil residências por dia.
Comentários adicionais:
A REVISTA EXAME INFO ABRIL neste mês de agosto 2012 na reportagem de Thiago Tanji publicou alguns aspectos sobre sustentabilidade ( estádio arena mais sustentável ) que considerei muito interessante:
Reciclável - Parte dos 72.634 assentos do Estádio Nacional de Brasilia será feita do plástico reciclado de garrafas PET, como as usadas para refrigerantes;
Iluminação - As lâmpadas serão de LED mais econômicas. Serão instados detectores de presença para apagar as luzes automaticamente;
Estacionamento - Haverá pontos para abastecimentos de carros elétricos. Quem chegar no estádio com esses automóveis ganhará vagas privilegiadas. O estádio contara com 3.348 vagas para bicicletas;
Fotossíntese - A cobertura será revestida com um material que, além de não acumular fuligem, quebra as moléculas poluentes do oxido de nitrogênio ( NOx );
Pavimento - Todo o piso do estádio e de seu entorno será feito de material permeável. A água da chuva será captada por cisternas e levadas par um lago;
Paisagismo - Espécies vegetais nativas do cerrado , como ipê, quaresmeira, sucupira, copaíba, paineira e aroeira serão plantadas ao redor do Estádio Nacional de Brasília. A irrigação das plantas será feita com a ajuda de biovaletas, sistemas que armazenam a água da chuva;
Energia solar - A energia solar do estadio será cleapitada por 9,6 painéis fotovoltaícos instalados na cobertura. Eles vão gerar 3,5 milhões de kWh ao ano, o suficiente para iluminar 2 mil residências por dia.
....duvido que o estado vá servir para qq tipo de desporto.....irá sim parar às mãos que qq organizdor de eventos e tranforma-lo numa arena de shows...